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O governo marcou o leilão do trem de alta velocidade entre as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas para 16 de dezembro, com investimentos previstos da ordem de 33 bilhões de reais. O cronograma indica prazo máximo para conclusão da obra em 2017, após as Olimpíadas de 2016 no Rio.
Mesmo num cenário mais otimista da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), de término da obra entre quatro e cinco anos, o trem-bala poderia não estar em operação sequer para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
"Estamos dando prazo de seis anos como tolerância máxima. Nós nos empenharíamos (para ter o trem funcionando para as Olimpíadas de 2016)", disse a jornalistas o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, nesta terça-feira (13).
"Buscaremos com investidores criar condições para que essa obra saia no prazo de quatro anos, até porque é interesse do concessionário."
Figueiredo afirmou que o governo vai se concentrar em monitorar a conclusão total do projeto, mas admitiu que trechos que estejam completos e habilitados para operações poderão ser liberados.
Em cerimônia pela manhã para o lançamento do edital do trem-bala, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse acreditar que a obra deve estar concluída em 2016, a tempo dos Jogos Olímpicos.
No evento, Lula usou palavras duras contra aqueles que criticam o Brasil por não estar com a infraestrutura completa para as Olimpíadas e para a Copa do Mundo que o país vai sediar.
"Terminou uma Copa do Mundo na África do Sul agora e já começam aqueles a dizer: 'Cadê os aeroportos brasileiros? Cadê os estádios brasileiros? Cadê os corredores de trem brasileiros? Cadê os metrôs brasileiros?', como se nós fôssemos um bando de idiotas que não soubéssemos fazer as coisas e não soubéssemos definir as nossas prioridades."
De acordo com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, investidores estrangeiros de Coreia, Japão, China, Alemanha, França, Espanha e Itália já manifestaram interesse no projeto do trem de alta velocidade no Brasil.
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